A história
Luz atlântica, vilas piscatórias e muralhas medievais
Há uma razão para se chamar Costa de Prata a este litoral, e percebe-se numa manhã limpa. O Atlântico devolve uma luz pálida, quase metálica, que suaviza tudo o que toca: os barcos pintados puxados para a areia da Nazaré, as arribas de calcário por cima deles, as dunas compridas que seguem para sul.
Este dia lê a costa por ordem. Começa onde o oceano fala mais alto, numa vila que vive do mar há séculos, e segue para sul à medida que a água se acalma: primeiro a baía abrigada de São Martinho do Porto, depois a grande lagoa da Foz do Arelho e, por fim, Óbidos, uma vila de casas caiadas guardada por um anel de muralhas medievais.
O seu motorista conhece estas estradas e as histórias que as acompanham, e partilha-as pelo caminho. O ritmo é seu. Demore-se num peixe grelhado à beira-mar, dê a volta longa às muralhas ou troque uma paragem por mais tempo onde a luz estiver melhor.










