Portugal Untold

0239.60° N · 9.07° WCosta e Oceano · História e Património

Descobrir a Costa de PrataOnde o Atlântico encontra o Portugal de sempre

Um dia privado ao longo da Costa de Prata, da praia dos pescadores da Nazaré à baía em concha de São Martinho, à lagoa da Foz do Arelho e à vila muralhada de Óbidos.

Formato
Experiência privada
Duração
Cerca de 7–8 horas · Dia inteiro
Grupo
Só o seu grupo, até 6 pessoas
Destinos
Nazaré — São Martinho do Porto — Foz do Arelho — Óbidos

A história

Luz atlântica, vilas piscatórias e muralhas medievais

Há uma razão para se chamar Costa de Prata a este litoral, e percebe-se numa manhã limpa. O Atlântico devolve uma luz pálida, quase metálica, que suaviza tudo o que toca: os barcos pintados puxados para a areia da Nazaré, as arribas de calcário por cima deles, as dunas compridas que seguem para sul.

Este dia lê a costa por ordem. Começa onde o oceano fala mais alto, numa vila que vive do mar há séculos, e segue para sul à medida que a água se acalma: primeiro a baía abrigada de São Martinho do Porto, depois a grande lagoa da Foz do Arelho e, por fim, Óbidos, uma vila de casas caiadas guardada por um anel de muralhas medievais.

O seu motorista conhece estas estradas e as histórias que as acompanham, e partilha-as pelo caminho. O ritmo é seu. Demore-se num peixe grelhado à beira-mar, dê a volta longa às muralhas ou troque uma paragem por mais tempo onde a luz estiver melhor.

Destaques

Momentos que o esperam

  1. Um barco de pesca tradicional pintado, pousado na areia da Nazaré

    A praia dos pescadores da Nazaré

    Barcos pintados, peixe a secar ao sol em estendais de madeira e mulheres de saias sobrepostas: uma cultura do mar ainda visível na areia.

  2. A baía e a vila da Nazaré vistas da encosta, com a praia a curvar para sul

    A vista do Sítio

    Do bairro no alto da falésia, todo o arco da praia, da vila e do oceano abre-se a seus pés.

  3. Vista aérea da baía em forma de concha de São Martinho do Porto, com barcos fundeados e o areal

    Uma baía em forma de concha

    Em São Martinho do Porto dois promontórios quase fecham a baía, deixando a água calma o suficiente para molhar os pés na maior parte dos dias.

  4. Bancos de areia da Lagoa de Óbidos a encontrar a rebentação do Atlântico junto à Foz do Arelho

    Onde a lagoa encontra o mar

    Na Foz do Arelho, as águas tranquilas da Lagoa de Óbidos saem ao encontro da rebentação atlântica.

  5. Buganvília vermelha numa parede caiada e janela ao sol, em Óbidos

    Óbidos dentro das muralhas

    Azulejos azuis e brancos na porta da vila, ruas caiadas com buganvílias e um cálice de ginja para terminar.

Roteiro

A viagem, paragem a paragem

Um plano sugerido. A ordem e os tempos adaptam-se ao seu grupo, ao dia e aos horários de abertura.

  1. Recolha

    Recolha

    Vamos buscá-lo ao seu alojamento ou a um ponto de encontro combinado dentro da área que servimos, a uma hora definida na reserva.

    Porque importa

    Sair cedo dá-lhe a praia da Nazaré na sua luz mais limpa e tranquila e, normalmente, leva-o a Óbidos ao fim da tarde, quando muitos dos visitantes de um dia já partiram.

  2. Passeio a péTempo aqui: 60–75 min

    Nazaré · 39.60° N · 9.07° W

    Um barco de pesca tradicional pintado, pousado na areia da Nazaré

    Percorra a marginal e as ruelas logo atrás, onde a roupa seca entre as casas e o cheiro a sardinha assada sai das portas à hora de almoço. Na areia, procure os estendais de madeira onde o peixe ainda é aberto, salgado e seco ao sol.

    Porque importa

    A Nazaré vive do mar há séculos. Os pescadores lançavam os barcos diretamente da praia aberta e puxavam-nos de volta pela areia, durante gerações à força de braços e com juntas de bois, na pesca de arte xávega. As mulheres secavam e vendiam o peixe, e algumas ainda o fazem. O seu traje, de muitas saias sobrepostas, tornou-se um símbolo da vila; a tradição fala muitas vezes em sete, e as explicações variam, dos dias da semana ao agasalho contra o vento do Atlântico.

    Bom saber: A Nazaré é o sítio natural para almoçar à beira-mar; o seu motorista pode sugerir locais ao seu gosto. As refeições não estão incluídas.

  3. MiradouroTempo aqui: 30–45 min

    Sítio da Nazaré · 39.60° N · 9.08° W

    A baía e a vila da Nazaré vistas da encosta, com a praia a curvar para sul

    Suba ao bairro no alto da falésia, de carro ou, se quiser e estiver a funcionar, no ascensor, enquanto o motorista o espera lá em cima. Pare no Miradouro do Suberco, com a praia e a vila lá em baixo, e entre na pequena Ermida da Memória, à beira da arriba.

    Porque importa

    O Sítio é o coração devocional da Nazaré. Segundo a lenda, numa manhã de nevoeiro de 1182, o cavaleiro D. Fuas Roupinho perseguia um veado quando o cavalo chegou à beira da falésia; invocou Nossa Senhora da Nazaré e o cavalo travou a tempo. A pequena Ermida da Memória assinala o local, e o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, do outro lado do largo, atrai peregrinos há séculos. O ascensor que liga a praia ao Sítio foi inaugurado em 1889.

    Bom saber: O largo é plano, mas o miradouro fica sobre uma queda a pique; mantenha as crianças por perto. O ascensor tem bilhete próprio.

  4. Passeio a péTempo aqui: 45–60 min

    São Martinho do Porto · 39.51° N · 9.14° W

    Vista aérea da baía em forma de concha de São Martinho do Porto, com barcos fundeados e o areal

    Passeie pela marginal à volta da baía, ou descalce-se e entre na água: na maior parte dos dias, o mar aqui é surpreendentemente calmo. Se tiver energia, uma curta subida aos miradouros do promontório mostra a forma de concha vista de cima.

    Porque importa

    Dois promontórios deixam apenas uma abertura estreita para o oceano, por isso a maior parte da ondulação atlântica rebenta antes de entrar. A baía é o que resta de uma enseada muito maior, assoreada ao longo dos séculos, e é hoje um dos sítios mais tranquilos para nadar nesta costa, muito querido das famílias portuguesas.

    Bom saber: No verão, traga uma toalha se pensar molhar os pés ou nadar.

  5. MiradouroTempo aqui: 30–45 min

    Foz do Arelho · 39.43° N · 9.23° W

    Bancos de areia da Lagoa de Óbidos a encontrar a rebentação do Atlântico junto à Foz do Arelho

    Pare onde a lagoa se lança no Atlântico. De um lado, um grande espelho de água parada com pequenos barcos; do outro, o oceano aberto a rebentar num areal comprido. Caminhe um pouco pela margem ou fique simplesmente no miradouro a ver as duas águas encontrarem-se.

    Porque importa

    A Lagoa de Óbidos é o maior sistema lagunar costeiro do litoral português, com quase sete quilómetros quadrados de água. A sua barra muda com as marés e os temporais de inverno, e pescadores e mariscadores locais ainda vivem dela. As suas aves e peixes valeram-lhe o reconhecimento como zona húmida de importância internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar.

    Bom saber: Costuma haver vento, mesmo em dias quentes; um agasalho leve dá jeito.

  6. Passeio a péTempo aqui: 90–120 min

    Óbidos · 39.36° N · 9.16° W

    Uma rua calcetada de casas caiadas com barras azuis e ocre dentro das muralhas de Óbidos

    Entre pela Porta da Vila, com a sua passagem forrada de azulejos azuis e brancos, e deixe-se levar pelas ruas de casas caiadas, com barras azuis e ocre. Espreite a Igreja de Santa Maria, prove a ginja, o licor local de ginja, muitas vezes servido num copinho de chocolate, e, se tiver o pé seguro, percorra um troço das muralhas.

    Porque importa

    Óbidos foi conquistada aos mouros em 1148, no reinado de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. No final do século XIII, D. Dinis ofereceu a vila à sua noiva, Isabel de Aragão, e durante séculos esteve muitas vezes entre os bens das rainhas, razão pela qual ainda lhe chamam a Vila das Rainhas. Na Igreja de Santa Maria, o jovem rei D. Afonso V casou com a prima, D. Isabel, em 1441. Hoje Óbidos é também Cidade Criativa da Literatura da UNESCO, com livrarias nos lugares mais inesperados.

    Bom saber: As muralhas não têm corrimão e os degraus são irregulares; percorra-as apenas se estiver à vontade com alturas. As ruas são de calçada e algumas são íngremes.

  7. Regresso

    Regresso

    Levamo-lo de volta ao seu alojamento ou a outro ponto de entrega combinado.

    Porque importa

    Um troço tranquilo de estrada para rever as fotografias do dia ou perguntar ao motorista sobre o que lhe tiver despertado a curiosidade.

Mapa do percurso: Descobrir a Costa de Prata1Nazaré2Sítio da Nazaré3São Martinho do Porto4Foz do Arelho5Óbidos, a vila das rainhas

O percurso

  1. 1 Nazaré
  2. 2 Sítio da Nazaré
  3. 3 São Martinho do Porto
  4. 4 Foz do Arelho
  5. 5 Óbidos, a vila das rainhas

Percursos rodoviários calculados com dados do OpenStreetMap. No dia, o motorista pode escolher outra estrada.

Nazaré, de manhãA maré recua, os barcos descansam na areia e a baía inteira fica de prata.

A costa, capítulo a capítulo

Para sul, com o Atlântico

Cada paragem deste percurso é uma conversa diferente entre a terra e o oceano. A caminho do sul, o mar acalma a cada capítulo.

  1. Um barco de pesca tradicional pintado, pousado na areia da Nazaré

    01Nazaré39.60° N · 9.07° W

    O oceano aberto

    Na Nazaré, o Atlântico chega sem nada no caminho. Os barcos descansam na areia, a rebentação é longa e ruidosa, e a vila inteira olha para o mar, como sempre olhou.

  2. A baía e a vila da Nazaré vistas da encosta, com a praia a curvar para sul

    02Sítio da Nazaré39.60° N · 9.08° W

    A vista do alto

    Uns cem metros acima da praia, o Sítio transforma o oceano num mapa: a curva da baía, o porto a sul, o horizonte a perder de vista.

  3. Vista aérea da baía em forma de concha de São Martinho do Porto, com barcos fundeados e o areal

    03São Martinho do Porto39.51° N · 9.14° W

    A baía abrigada

    Em São Martinho, a costa desenha um círculo quase perfeito. O Atlântico passa por uma boca estreita, perde a força e deita-se numa baía calma e transparente.

  4. Bancos de areia da Lagoa de Óbidos a encontrar a rebentação do Atlântico junto à Foz do Arelho

    04Foz do Arelho39.43° N · 9.23° W

    A lagoa

    Na Foz do Arelho, a água da lagoa encontra o mar. Lagoa parada de um lado, ondas do outro, e entre elas um cordão de areia que cada inverno volta a desenhar.

Óbidos, ao fim da tardeNo interior, por trás da pedra medieval, a luz passa de prata a ouro.
Vista aérea da baía em forma de concha de São Martinho do Porto, com barcos fundeados e o areal
Bancos de areia da Lagoa de Óbidos a encontrar a rebentação do Atlântico junto à Foz do Arelho
Buganvília vermelha numa parede caiada e janela ao sol, em Óbidos
Um barco de pesca tradicional pintado, pousado na areia da Nazaré

Informações práticas

Antes de ir

Duração
Um dia completo de cerca de 7 a 8 horas, incluindo recolha e regresso. Indicativo; confirmado na reserva.
Recolha
No seu alojamento ou num ponto de encontro combinado dentro da área que servimos na Costa de Prata; confirmado na reserva. A recolha em Lisboa é possível a pedido e torna o dia mais longo.
Regresso
No seu alojamento ou noutro ponto combinado. Também é possível terminar o dia em Óbidos ou noutro local do percurso.
Grupo
Privado: apenas o seu grupo, até 6 pessoas (conforme a bagagem).
Caminhada
Fácil a moderado: marginais planas, algumas subidas curtas e ruas de calçada, por vezes íngremes, em Óbidos. Percorrer as muralhas de Óbidos é opcional.
O que vestir
Roupa por camadas e um casaco corta-vento, porque a costa é muitas vezes mais ventosa e fresca do que o interior. Calçado confortável e com boa aderência para a calçada; fato de banho no verão, se pensar nadar em São Martinho.
Acessibilidade
As marginais da Nazaré e de São Martinho são quase planas. O Sítio e Óbidos têm calçada, inclinações e degraus, e as muralhas de Óbidos não têm corrimão. Se alguém do seu grupo tiver mobilidade reduzida, diga-nos no pedido e organizamos o dia em função disso.
Época
Todo o ano. O verão traz fins de tarde longos e vida de praia; o inverno traz mar bravo e vilas mais sossegadas. Alguns cafés das localidades mais pequenas fecham ou reduzem o horário fora da época.

Incluído

  • Viatura privada e motorista local durante todo o dia
  • Recolha e entrega em pontos combinados dentro da área que servimos
  • Conhecimento e contexto local partilhados pelo caminho
  • Um percurso que pode ajustar no próprio dia, se o tempo o permitir

Não incluído

  • Refeições e bebidas
  • Bilhetes do ascensor da Nazaré
  • Bilhetes de entrada, se optar por visitar locais pagos
  • Visitas guiadas no interior dos monumentos (o motorista não é guia-intérprete certificado)

Preço

Um preço para todo o grupo

O preço cobre a tour completa — viatura e motorista privados só para o seu grupo, nunca lugares numa excursão partilhada. Depende apenas de quantas pessoas viajam.

A sua experiência privada

Pessoas
2 pessoas:

290 € total

145 € por pessoa

Tour privada · Só o seu grupo

Pedir o seu passeio privado Personalizar esta viagem

Abra este percurso no construtor de viagens e faça-o à sua medida.

Bilhetes de entrada, refeições e bebidas pagam-se à parte, salvo indicação em contrário na proposta.

Enviar um pedido é gratuito e não constitui reserva.

Perguntas

Sobre esta viagem

Vamos ter tempo para almoçar?

Sim. A maioria dos clientes almoça na Nazaré ou em São Martinho do Porto, onde o peixe fresco é a escolha óbvia, embora Óbidos também seja uma boa opção. O motorista pode sugerir locais ao seu gosto e orçamento. As refeições são pagas diretamente por si.

Podemos tomar banho pelo caminho?

No verão, a baía abrigada de São Martinho é um dos sítios mais tranquilos para nadar nesta costa; avise-nos com antecedência e reservamos tempo para isso. A praia principal da Nazaré e o lado do mar na Foz do Arelho podem ter ondulação e correntes fortes, por isso respeite sempre as bandeiras da praia.

Vamos ver as ondas gigantes da Nazaré?

Este percurso não é pensado para elas. As ondas gigantes surgem sobretudo no inverno, dependem inteiramente do estado do mar e não podem ser previstas com muita antecedência nem garantidas. Se uma grande ondulação coincidir com a sua data, podemos tentar acrescentar uma paragem sobre a Praia do Norte. Para um dia dedicado a elas, veja Gigantes da Nazaré.

É um bom dia para famílias?

Muito. Praias, barcos, uma vila com castelo e caminhadas curtas mantêm o interesse de quase todas as idades. Indique-nos as idades das crianças no pedido e qualquer necessidade de cadeira de criança, para lhe dizermos o que conseguimos assegurar.

Podemos mudar a ordem ou acrescentar Alcobaça?

O percurso é um ponto de partida, não um guião. As paragens podem ser reordenadas ou encurtadas. O Mosteiro de Alcobaça fica perto da Nazaré e pode ser acrescentado, mas torna o dia mais longo; sugerimos o que faz sentido quando nos enviar o pedido.

O motorista faz visitas guiadas aos monumentos?

O motorista partilha história e contexto local pelo caminho, mas não é guia-intérprete certificado, por isso as visitas ao interior de igrejas e monumentos são feitas ao seu ritmo. Onde existirem visitas guiadas oficiais, indicamos-lhe como as fazer.

Como é calculado o preço?

O preço é por viatura, não por pessoa, e depende da data, do local de recolha e de eventuais alterações ao percurso. Envie-nos um pedido e respondemos com um orçamento.

Combina com

  • Privado4–5 hMeio dia

    Escapadinha Romântica na Costa de Prata

    Pores do sol na costa, momentos tranquilos e celebrações

    Uma tarde mais curta na mesma costa, pensada para terminar com o pôr do sol sobre o Atlântico, visto do Sítio.

    1. São Martinho do Porto
    2. Nazaré

    Desde 250 € / grupo privado Até 6 pessoas.

  • Privado3–4 hMeio dia

    Gigantes da Nazaré

    A força do Atlântico, a história do surf e o canhão submarino

    Vem no inverno? Meio dia dedicado às ondas gigantes da Praia do Norte e ao canhão submarino que as cria.

    1. Nazaré

    Desde 170 € / grupo privado Até 6 pessoas.

  • Privado7–8 hDia inteiro

    Portugal Medieval

    Castelos, rainhas e as lendas da Reconquista

    Leva o capítulo de Óbidos mais para o interior, até aos castelos de Leiria e de Porto de Mós e à abadia de Alcobaça.

    1. Óbidos
    2. Alcobaça
    3. Leiria
    4. Porto de Mós

    Desde 310 € / grupo privado Até 6 pessoas.

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